Branca cobra melhorias urgentes na educação, saúde e infraestrutura e reafirma apoio ao setor de eventos

Em discurso contundente, a vereadora Branca do CAPS usou a tribuna para cobrar providências imediatas da gestão municipal em áreas sensíveis como educação, saúde, abastecimento de água e infraestrutura rural. Logo no início, ela reafirmou apoio integral ao projeto que regulamenta o horário de bares e casas de shows em Barra do Corda, dirigindo-se diretamente aos empresários que lotavam a galeria: “Se dependesse só dos vereadores, já estava aprovado. Estou aqui para assinar e votar a favor; o resto que a Justiça resolva”. Para Branca, o setor é um dos poucos que ainda gera empregos fora da prefeitura, e ampliar o horário significa também “mais renda e mais trabalhadores de plantão”.
Na educação, a vereadora relatou denúncias graves sobre as condições físicas de escolas da rede municipal. Citou o colégio do povoado Montevidéu e a Escola Isaltina, na Vila Mariana, onde, segundo ela, há telhados comprometidos, infiltrações, fossas estouradas e salas sem condições dignas de uso. “Lá é descaso mesmo. Não vou nem falar de merenda; estou falando da estrutura que recebe essas crianças”, criticou, pedindo ação urgente da Secretaria de Obras e da Educação. Branca também endossou as queixas à queda nos indicadores educacionais, lembrando que não basta construir prédios: “Se não tem professor, merenda, transporte e manutenção, parede não ensina ninguém”.
Na área da saúde, Branca fez questão de separar o reconhecimento ao esforço dos profissionais das críticas à falta de estrutura. Ela elogiou servidores do Hospital Regional, sobretudo equipes da UTI, ortopedia, centro cirúrgico e recepção, e também os funcionários da UPA, citando nominalmente a coordenadora Ana Tainária, Rafaela, vigilantes, recepcionistas, assistentes sociais e médicos. Em seguida, questionou a ausência de “autonomia e condições de trabalho” para que cumpram seu papel com excelência, mencionando falta de insumos, atraso no pagamento de médicos desde janeiro e problemas recorrentes em unidades básicas. “Como é que o médico faz um serviço de alta qualidade se não tem o mínimo para trabalhar?”, indagou.
Branca ainda denunciou a precariedade no abastecimento de água em comunidades como Vila Serraria e Lagoinha, onde bombas de poços queimam sucessivamente e moradores voltam a ficar dias sem água potável. Para ela, a gestão “vive de muita mídia e pouca ação”, com serviços que seriam apenas “maquiados” para fotos, mas não resolvidos de forma definitiva. Ao encerrar, voltou a falar diretamente aos donos de bares e trabalhadores da noite, garantindo voto favorável à ampliação do horário das festas e alertando para o risco de o projeto “sumir ou ficar engavetado” se não houver pressão: “Se aumentarem o horário, aumenta também o número de empregos. Contem com a vereadora Branca, porque quem dá comida ao povo merece respeito e apoio”.

