Odeane Sá alerta para risco de desabamento em ruas e desabafa sobre tentativa de retirada de homenagem ao pai

Em pronunciamento na tribuna, a vereadora Odeane Sá iniciou relatando pedidos de mães de alunos que utilizam o transporte escolar no trajeto entre o bairro Cerâmica e a Escola Elisângela. Segundo ela, o ônibus que faz a linha está circulando superlotado, com crianças de até 14 anos viajando em pé, o que gera risco à integridade dos estudantes. Odeane fez apelo ao secretário municipal de Educação, João, para que seja revista a rota ou reforçada a frota. “Quando se trata de trajeto em ônibus escolar é, antes de tudo, uma questão de segurança para essas crianças”, enfatizou.
A parlamentar também registrou visita in loco à Rua 2, no bairro Piquizinho/Jardim do Éden, conhecido como Sovaco da Cobra. Ela afirmou ter encontrado uma grande erosão se aproximando de casas, já comprometendo a estrutura de pelo menos um imóvel. Odeane alertou que, mantido o ritmo das chuvas, “mais três invernos fortes” podem levar ao desabamento de residências com famílias e crianças dentro. Pediu ação urgente da equipe de infraestrutura para conter a cratera e evitar que a situação se transforme numa tragédia anunciada.
Na parte final da fala, Odeane tratou do tema mais sensível da sessão: o projeto que pretende retirar o nome de seu pai, o ex-vereador Adroaldo, já aprovado pela Câmara para batizar o Centro de Hemodiálise. Visivelmente emocionada, ela lembrou que não deixou o grupo político do prefeito Rigo Teles por vontade própria, mas foi afastada, e questionou a motivação da nova proposta. “Eu não sei se isso é perseguição, mágoa ou ruindade. Quem já perdeu um pai sabe como essa dor é irreparável”, desabafou. A vereadora recordou o histórico do pai no grupo liderado pela família Teles, desde os tempos do ex-prefeito Nezinho, e destacou que Adroaldo, mesmo doente e em tratamento de hemodiálise, trabalhou nas campanhas de 2020 e 2022.
Odeane agradeceu publicamente aos colegas que se manifestaram em defesa da manutenção da homenagem, mas afirmou que respeitará qualquer resultado em plenário. “A democracia é para isso, cada um sabe do seu voto. Nenhuma votação vai apagar o legado que ele deixou, nem a pessoa que ele foi”, afirmou, sublinhando que o pai sempre foi referência de bondade e serviço ao próximo. Ainda assim, deixou claro o sentimento de frustração ao ver um projeto enviado pelo próprio Executivo – e aprovado por unanimidade – ser contestado após sua saída da base aliada, o que classificou como um duro golpe nos sentimentos de sua família.

