Vereadora Monique Sampaio cobra melhorias em bairros, denuncia caos na educação e filas na saúde, e apresenta projeto de

Em pronunciamento na tribuna, a vereadora Monique Sampaio iniciou sua fala prestando solidariedade a famílias enlutadas e fazendo um apelo para que jovens em sofrimento emocional busquem ajuda especializada, ressaltando o papel da família e de profissionais como médicos e psiquiatras. Em seguida, defendeu a servidora Rosana e demais trabalhadores que aguardam, há mais de um ano, a efetivação de direitos já aprovados pela Câmara, questionando se o acordo será cumprido antes do período eleitoral. Monique apresentou indicações que tratam da melhoria das ruas e da reforma da praça do bairro Cerâmica, além da construção de uma Unidade Básica de Saúde na localidade, destacando que muitas vias estão intrafegáveis e pontas de rua seguem sem pavimentação, embora os moradores paguem impostos.
A vereadora também pediu a ampliação da UBS do povoado Centro dos Ramos, que classificou como “minúscula” e sem estrutura adequada para atendimento, e anunciou projeto que cria o Programa Municipal Mulher Protegida, voltado à prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher em Barra do Corda. Em tom crítico, Monique mencionou obras anunciadas para povoados como Centro dos Ramos e São José, lembrando que reivindica calçamento, bueiras e melhorias nessas localidades há pelo menos cinco anos. Ao falar de infraestrutura urbana, relatou ainda o mato alto na Rua Santa Luzia e problemas em um bueiro vindo da escola Caique, que estaria estourado e causando infiltrações em residências, pedindo ação urgente da Prefeitura.
A situação da educação municipal ocupou parte central do discurso. Monique descreveu a escola Von Ney Milhom (Caique) como “em decadência”, com banheiros sem portas, vazamentos de água de banheiro atingindo alunos de salas inferiores e forte odor de fossa na área da cantina. Relatou ainda problemas nas escolas Edson Lobão, que aguarda transferência de alunos para prédio novo já pronto, e na creche Elieze, que seria provisória mas funciona há cinco anos em condições precárias, com colchões sujos e poucos brinquedos para quase 100 crianças. A vereadora afirmou que todo o material das fiscalizações está registrado em vídeo e será divulgado nas redes sociais para mostrar, segundo ela, a realidade por trás da “maquiagem” da gestão.
Na saúde, Monique reforçou as denúncias sobre o Hospital Acrísio Figueira (Materno), relatando ter presenciado, às quatro horas da manhã, fila com mais de 100 pessoas, incluindo idosos, sob chuva, aguardando apenas para pegar uma ficha de marcação de consultas. Segundo ela, os pacientes passam por mais de uma fila, ficam proibidos de entrar na unidade ou usar banheiros até o horário de abertura, chegando a levar cadeiras de casa ou sentar no chão para suportar a espera. Ao final, a vereadora conclamou a população a se somar aos vereadores na exposição dos problemas, registrando reclamações nas redes sociais com fotos e vídeos, e destacou seu projeto “Ela Pode Empreender”, que oferece acolhimento, incentivo ao empreendedorismo feminino e autonomia financeira a mulheres da zona rural e dos bairros periféricos.

